O que aconteceu?
A propaganda eleitoral geral nas ruas e na internet começou em 16 de agosto, abrindo o caminho para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Com a campanha nas ruas, cresceu também a dúvida sobre um detalhe prático: usar o carro para divulgar um candidato pode colocar o seguro auto em risco? A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) publicou uma nota de esclarecimento sobre o tema, e a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) reforçou o alerta: colar um adesivo do candidato no carro, sozinho, não muda nada na apólice — o veículo continua sendo de uso pessoal. O que muda é quando o carro passa a ser usado ativamente na campanha: rodar com carro de som, transportar materiais de propaganda, circular com frequência em carreatas e eventos públicos. Nesses casos, segundo a CNseg, a seguradora pode entender que o uso do veículo deixou de ser "exclusivamente particular" e se aproximou de um uso comercial ou publicitário — e isso pede aviso prévio.
Qual é o risco real?
O risco real não é o adesivo — é o silêncio. Se o carro sofrer um sinistro (batida, roubo, vandalismo) enquanto está sendo usado de forma intensiva na campanha, e a seguradora não tiver sido avisada dessa mudança de uso, pode haver discussão sobre a cobertura na hora exata em que o segurado mais precisa dela. A própria FenSeg lembra que um carro envolvido em atividade de campanha fica mais exposto: mais deslocamentos, mais tempo em eventos públicos com aglomeração, maior chance de acidente ou de ser alvo de vandalismo por causa da própria propaganda que carrega. A boa notícia é que a lei que rege os contratos de seguro (Lei 15.040/2024) já protege o segurado de surpresas: mesmo que a seguradora identifique um aumento relevante de risco, o aumento do prêmio é limitado a até 10%, e o segurado tem 15 dias para decidir se aceita o novo valor ou prefere cancelar a apólice sem prejuízo.
O que você pode fazer?
- Quem vai emprestar o carro para uma campanha, ou usar o próprio veículo de forma mais ativa — carro de som, transporte de material, presença constante em atos e carreatas —, deve avisar a corretora ou a seguradora antes de começar a usar o carro dessa forma, não depois. Um adesivo simples do candidato, sem mudança na forma de uso do carro no dia a dia, não exige aviso nenhum. A linha que separa as duas situações é o uso de fato do veículo, não a decoração dele.
Orientação da AMIGO
Antes de colocar o carro para rodar pela campanha, fale com a AMIGO. A gente confirma junto com a sua seguradora se o seu tipo de uso pede algum ajuste na apólice — e, se pedir, você já sabe exatamente o que vai mudar (e o limite de até 10% no prêmio, com direito a cancelar em 15 dias caso não concorde) antes de qualquer imprevisto acontecer.
Convite para conversar
Vai usar seu carro na campanha deste ano? Fala com a gente antes — é rápido, e evita qualquer dor de cabeça se algo acontecer no meio do caminho.
Falar com a AMIGOFontes consultadas
- Nota de Esclarecimento da CNseg - Nota de Esclarecimento da CNseg. Nota oficial da confederação sobre uso de veículos em campanha eleitoral, 12/08/2026
- Adesivo político não afeta o seguro auto, mas uso do veículo em campanha pode mudar cobertura - Adesivo político não afeta o seguro auto, mas uso do veículo em campanha pode mudar cobertura. Cobertura com declarações da FenSeg (Keila Farias), 12/08/2026
- Calendário Eleitoral 2026 — Tribunal Superior Eleitoral - Calendário Eleitoral 2026 — Tribunal Superior Eleitoral. Datas oficiais de início da propaganda e dos turnos de votação
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu contrato ou apólice. As condições variam por produto e seguradora — fale com um especialista antes de tomar decisões.